🌿 A Roda dos Gestos

 


🌿 A Roda dos Gestos

Toda quarta-feira, quando o sol começa a declinar, um grupo de almas se reúne em silêncio. Não há discursos nem promessas, apenas gestos. Um oferece uma xícara de chá, outro compartilha uma história, outro simplesmente escuta. Assim começa a roda.

A resiliência não chega como escudo, mas como abraço. Em cada palavra dita com ternura, em cada olhar que sustenta, em cada pausa que respeita a dor sem apressá-la. A amizade torna-se raiz, o diálogo se transforma em rio, e os gestos... em sementes de esperança.

Não importa o quão quebrados tenham chegado. Na roda, todos são inteiros. Porque o que se compartilha não é a perfeição, mas o desejo de continuar caminhando juntos.

E assim, toda quarta-feira, a roda se transforma em ritual. Um ato de humanidade que floresce em comunidade.

🌸 Capítulo II: O Eco da Ternura

Depois de cada roda, quando as palavras se aquietam e os gestos se dissolvem na brisa, permanece um eco. Não é ruído nem lembrança: é ternura que persiste. Como se cada ato de amizade deixasse uma marca invisível no ar, uma melodia que acompanha cada alma em seu retorno.

Um dos participantes, que havia chegado com o coração cansado, para sob uma árvore. Não fala, não escreve, apenas respira. E nesse silêncio, sente que algo mudou. Não pelo que foi dito, mas pelo que foi sustentado: a presença, o respeito, a esperança compartilhada.

A resiliência, então, não é apenas resistência. É a arte de deixar-se tocar pela ternura sem quebrar. É saber que, mesmo que o mundo doa, há rodas onde a alma pode descansar.

E assim, cada gesto se transforma em semente. Cada quarta-feira, em ritual. Cada encontro, em eco que transforma.

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